Backstage News DF 18/02/19 – Ex-distrital Luzia de Paula pode voltar à Câmara Legislativa

O Backstage News é um produto diário da Tracker Consultoria que reúne os principais colunistas de política do DF com informações dos bastidores do Poder.

 

CORREIO BRAZILIENSE

CB. Poder
Ana Maria Campos e Helena Mader

Leila do Vôlei defende CPI da Lava-Toga: “Missão do Congresso é fiscalizar”
A senhora chegou ao Senado em meio à confusão para a eleição do presidente. Ficou surpresa com os embates no plenário?
Sim, com certeza. Todos esperavam uma sessão com debates intensos, mas, naqueles dois dias, fiquei surpresa com a postura de alguns parlamentares que tentaram atrapalhar a sessão. Inclusive, em alguns momentos, no calor dos acontecimentos, exageraram nas atitudes para tentar fazer prevalecer sua tese. A confirmação de que havia um voto a mais na primeira apuração também foi um choque. Foi por isso que eu e outros senadores nos reunimos rapidamente para ajudar a organizar o processo para uma nova votação. Tínhamos que mostrar à sociedade que éramos capazes de concluir a eleição com lisura e sem mais nenhuma reviravolta.

Por que a senhora votou no Reguffe?
Fui eleita em um pleito que foi marcado pela renovação. Votei no Reguffe porque ele fez um discurso defendendo um Senado com ações mais transparentes. Eu prezo muito a moralidade e a ética em tudo o que faço e as minhas escolhas no parlamento serão pautadas por esses princípios. Neste ponto, acredito que as minhas ideias são convergentes com as do senador Reguffe.

Com tantos políticos experientes no Congresso, vai ser difícil marcar posição?
Entendo que marcar posição é defender suas ideias. E defenderei as minhas da mesma forma que sempre defendi o Brasil nas quadras pelo mundo afora. Fui eleita para construir e debater leis que, efetivamente, promovam mudanças na vida das pessoas.

A senhora assinou o requerimento para instalação da CPI da Lava-Toga. Acha que é preciso dar mais transparência ao Judiciário?
Respeito o Poder Judiciário e valorizo o seu trabalho. Mas é missão do Congresso Nacional fiscalizar. O objetivo desta CPI é analisar eventuais condutas inadequadas por parte de algum magistrado. É importante ressaltar que esse é um movimento suprapartidário e que conta com o amplo apoio da população.

Já avaliou o pacote anticrime do ministro Sergio Moro? Qual é a sua opinião?
Sou a favor de qualquer medida de combate ao crime organizado, à corrupção e à impunidade. Preocupa-me o fato de o pacote estar focado na repressão. Não podemos nos esquecer de outra medida essencial anticrime, que é investir na prevenção, oferecendo aos jovens educação de qualidade, saúde, cultura e esporte. Em geral, as medidas apresentadas por Sergio Moro são positivas e serão ponto de partida para tornar mais severas as penas para crimes hediondos e do colarinho-branco.

E a reforma da Previdência? O que acha da idade mínima para aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 para homens?
A reforma da Previdência é necessária e, por se tratar de um assunto sensível à população, é preciso debate e transparência. Sou a favor de que haja diferença entre as idades mínimas entre homens e mulheres. A minha maior preocupação é não penalizar os trabalhadores que estão no mercado contribuindo com a previdência social, principalmente os contribuintes mais pobres. Antes de assumir uma posição definitiva, preciso conhecer o texto que será encaminhado ao Congresso. A princípio, precisaremos encontrar um equilíbrio entre a idade mínima proposta e a regra de transição. Entendo que o prazo para que os contribuintes possam se aposentar antes da idade mínima prevista pela proposta precisa ser flexível.

Qual vai ser seu foco no Senado?
Estou participando de sete comissões no Senado e sei que posso dar a minha contribuição. Manterei o foco nos debates que promovam melhorias na educação, principalmente nos ensinos básico e médio, e nas pautas que envolvem o combate à violência contra a mulher. Claro que o esporte também será prioridade, pois gera cidadania, ensina disciplina, promove valores como a ética e oferece oportunidades. O meu primeiro projeto de lei é para proteger as mulheres nos ambientes de prática esportiva, não só as torcedoras, mas também as profissionais que vão às arenas. Ao lado dos meus colegas da bancada do DF, ajudarei a promover o desenvolvimento sustentável de Brasília e das regiões administrativas, propondo e debatendo soluções para impulsionar e diversificar a nossa economia, com atenção à economia criativa e às políticas públicas que reduzem as desigualdades regionais.

Delegado, distrital causa polêmica ao ir pessoalmente prender usuários de drogas
O delegado, deputado distrital e, agora, administrador regional de Ceilândia, Fernando Fernandes, virou o alvo de uma polêmica esta semana, ao divulgar fotos em que aparece prendendo jovens usuários de drogas. As imagens geraram um grande debate nas redes sociais, em que os internautas se dividiram entre críticas e elogios a Fernandes. Alguns ironizaram o delegado por prender usuários — em uma das fotos, aparece uma ponta queimada de cigarro de maconha. Outros bateram palma para a atuação.
Fernando Fernandes comentou o episódio. “Tenho 25 anos de polícia. Muitos dos que criticam a prisão de usuários de drogas não conhecem a realidade da Ceilândia e o anseio da população para melhorar a cidade. Todos usavam maconha em frente a uma escola pública, que fica ao lado do meu gabinete”, se justificou.

TCDF alerta para risco de Mané Garrincha virar um ‘novo Pontão’
No julgamento em que o Tribunal de Contas liberou a licitação da PPP do Estádio Mané Garrincha, o conselheiro Paulo Tadeu fez menção a outra concessão pública que, para ele, é altamente desvantajosa para o governo: a do Pontão do Lago Sul. O conselheiro alertou o governo para que o contrato da Arenaplex não repita “erros” do passado. “A Terracap terá que fazer os ajustes necessários para que não ocorra com essa concessão o que ocorreu com a concessão do Pontão do Lago Sul, em que todo o benefício vai para a iniciativa privada”, afirmou Paulo Tadeu. “O que o Estado arrecada é algo pífio diante da arrecadação que eles recebem lá até hoje. Não podemos fazer do Estádio um novo Pontão. Temos que ter equilíbrio no interesse público e o interesse privado”, acrescentou o conselheiro. A concessão do Pontão, válida por um período de 30 anos, foi assinada em 1997.
TCDF investiga acumulação ilícita de cargos de ex-secretário de Saúde
Em decisão unânime esta semana, o Tribunal de Contas do Distrito Federal deu prazo de 30 dias para que a Secretaria de Saúde se manifeste sobre uma representação apresentada pelo Sindicato dos Médicos do DF. Na peça, a entidade denunciou uma suposta acumulação ilícita de cargos pelo ex-secretário de Saúde Humberto Fonseca. Segundo a representação, ele teria ocupado, concomitantemente, um cargo de médico da especialidade clínica médica, com carga horária de 20 horas semanais, de participante do programa de residência médica, com carga horária de 60 horas semanais de estudos, além do cargo de consultor legislativo do Senado, com obrigatoriedade de cumprimento de 40 horas semanais.
“Alguma das atividades não foi realizada”
“O acúmulo de 120 horas de atividades semanais traz forte indício de que alguma das atividades não foi realizada no período de sua ocorrência”, afirmou, em relatório, o conselheiro Manoel de Andrade. De acordo com os autos, Humberto Fonseca apresentou pleito para permanecer no cargo de médico de forma voluntária, sem remuneração. Mas a Procuradoria-Geral do DF se manifestou pela impossibilidade do pedido. “Ainda que não se perceba remuneração, não cabe acumulação de cargos públicos fora das hipóteses constitucionais”, indicou a PGDF.

PSB de olho em ação contra distrital do partido
O PSB acompanha com atenção o desenrolar da ação de investigação eleitoral contra o deputado distrital José Gomes (PSB). Ajuizado pelo colega Chico Vigilante (PT), o processo recebeu esta semana manifestação favorável do Ministério Público Eleitoral, que também aponta abuso de poder econômico na eleição do empresário. José Gomes foi eleito pelo PSB, mas não é visto como um quadro orgânico do partido. Já a primeira suplente, Luzia de Paula, que teve 9.482 votos, é ligada ao ex-governador Rodrigo Rollemberg, de quem foi fiel apoiadora na Câmara Legislativa.

Começa a campanha para PGR
Com o desgaste da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em guerra com integrantes do Ministério Público Federal, deve ser disputada a eleição para a lista tríplice que será encaminhada a Jair Bolsonaro para a sucessão na classe. A escolha interna não precisa ser respeitada pelo presidente, mas sinaliza uma posição importante para a troca em setembro. A campanha deve crescer logo depois do carnaval.

No páreo
Nos bastidores, procuradores já são apontados como possíveis candidatos: secretário-geral do MPU na gestão de Rodrigo Janot, o procurador regional Blal Yassine Dalloul é um dos cotados. Com possível apoio do ministro da Justiça, Sergio Moro, o procurador Dallagnol, chefe da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, também é considerado forte. Outros possíveis nomes no páreo são Guilherme Schelb, Lauro Cardoso, Mário Bonsaglia, Nicolao Dino e Vladimir Aras.

Enquanto isso… Na sala de Justiça
O promotor de Justiça Sérgio Bruno Fernandes, que integrou a comissão da Procuradoria-geral da República da Lava-Jato, dará, na próxima quinta-feira, uma palestra na Universidade de Cornell, em Nova York, onde cursa o mestrado. Ele vai fazer uma apresentação sobre a operação apontada no evento como o “maior escândalo de corrupção da América Latina”.

Só papos
“A Vale é joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu numa de suas barragens por maior que tenha sido a sua tragédia”
Diretor-presidente da Vale, Fábio Schvartsman

“Nunca vi tamanha desfaçatez. Uma joia que não faz análise de risco de sua própria atividade? Uma joia que faz pouco caso de vidas humanas? Prefiro então bijuterias!!”
Ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, pelo Twitter

Mandou bem
Dezoito bombeiros militares e quatro policiais civis do Distrito Federal trabalham como voluntários na busca e identificação de vítimas da tragédia de Brumadinho (MG), causada pelo rompimento da barragem da Vale.

Mandou mal
Fraudes em licitações de administrações regionais persistem como uma prática na gestão pública. Na sexta-feira, a Polícia Civil deflagrou mais uma operação para coibir o crime. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva nas sedes de duas empresas.

 

JORNAL DE BRASÍLIA

Do Alto da Torre
Millena Lopes & Francisco Dutra

Velha novidade
Quando a Polícia Civil do DF divulga uma ação para combater fraudes em licitações, a reação geral é uma mistura de “eu já sabia” com “por que não estamos surpresos?”. O exemplo mais recente foi na última sexta-feira, com a Operação Monopólio, que promoveu uma série de diligências em empresas suspeitas de combinarem resultado de certames para lucrar sobre o Estado. Os alvos de agora teriam movimentado quase R$ 60 milhões, sem prejuízo calculado por enquanto. Se todo mundo já sabia e acontece governo após governo, por que ainda é notícia?

Elo fraco
Em primeiro lugar, a operação de sexta foi apenas parte de uma grande intervenção no setor, iniciada em meados de 2018, e que pode chegar a uma conclusão logo depois do Carnaval. No início, o foco eram concorrências no âmbito de administrações regionais, mas obviamente os fios podres estavam todos conectados e se tornou uma operação de larga escala. Administradores regionais parecem ser os elos mais frágeis e ao mesmo tempo mais passíveis de corrupção quando o assunto é governo. Talvez isso justifique porque os deputados costumam se estapear para indicar um.

Reação
Em diferença a momentos anteriores, desta vez o governo, na figura de Ibaneis Rocha, comentou abertamente sobre o tema, e prometeu aplicar a técnica empresarial de complience em cada setor ligado ao Buriti. Para quem não fala empreendedorês, trata-se de um conjunto de disciplinas e códigos para manter a empresa no rigor da lei. Parece básico, mas em terra de cego quem tem olho é rei. “Sabemos que essa cultura não muda tão rápido”, reconheceu o governador do DF, que ainda prometeu ação. “Onde estou encontrando (irregularidades), estou abrindo processos e encaminhando para a Polícia. Ainda teremos muitas novidades em relação a isso no DF”, frisou.

Novo no front
A ascensão de Ibaneis ao cargo mais alto da hierarquia administrativa do DF aumentou a relevância política de posições que, até então, eram mais conhecidas pela importância em bastidores. Considerando que a grande experiência do atual governador havia sido comandar a OAB-DF, agora todo figurão da Ordem e de entidades com peso parecido ganham holofotes. Portanto, a bola da vez é Délio Lins e Silva Júnior, atual presidente da OAB-DF.

Aperto de mãos
Na última semana, Délio participou do protocolar encontro entre o representante de sua categoria e o presidente do Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT), que hoje em dia é o desembargador Romão Oliveira. Jogaram conversa fora, trataram de acordos e frivolidades, mas o importante mesmo, para os dois, é o registro de que o encontro aconteceu e que, especialmente para Délio, eles estão na pista.

Dois de nós
Por falar em TJDFT, dois representantes do tribunal candango estiveram presentes na primeira reunião técnica promovida pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, para tratar da recém-anunciada Lei Anticrime. Estiveram lá Fabrício Castagna Lunardi, titular do Tribunal do Júri de Samambaia e vice-coordenador da Escola de Formação Judiciária do TJDFT, e Newton de Aragão Filho, em atuação na 7ª Vara Criminal de Brasília.

Na letra da lei
Sob a promessa e premissa de endurecer o combate ao crime organizado, com reforço a medidas como execução da pena após a condenação em segunda instância e o cumprimento imediato da sentença do júri, o projeto deve ser encaminhado ao Congresso ainda esta semana. No que depender das bancadas do DF, tanto na Câmara quanto no Senado, já passou.

Para o mesmo lado
Diferenças políticas não são empecilho para que o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Valdir Oliveira, e o atual ocupante do cargo, Ruy Coutinho, estejam em convergência e tenham afinidade. Tanto nos bastidores quanto publicamente, ambos têm trocado muitos elogios e, recentemente, estiveram juntos em um evento com participação do Sebrae-DF, cujo superintendente é o próprio Valdir.

Segue o fluxo
Valdir, que nunca escondeu a amizade com o ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB), foi um dos motivos pelos quais o setor produtivo se aproximou do último governo mesmo em momentos de baixa popularidade junto ao eleitorado. Ele também tem se colocado à disposição para fazer a mesma ponte na atual gestão, desta vez como representante do Sebrae, claro.

Mais médicos
Ruy Coutinho manteve toda a equipe que trabalhou com Valdir – subsecretários e corpo técnico – por reconhecer que algo de bom estava em movimento, e já começou a explicitar um pouco mais de sua visão como gestor. Coutinho apresentou, por exemplo, uma proposta para atrair grandes redes hospitalares para o DF, como forma de melhorar Saúde e Economia numa cajadada só.

Camisa rasgada
Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) se voltou para o Campeonato Candango – alguém tinha que fazer isso, né? Mesmo se tratando de uma liga com média de público abaixo da crítica, os mesmos problemas de outros lugares com torcidas organizadas existe. Assim, o órgão público recomendou a proibição das T.O.’s Ira Jovem, da Sociedade Esportiva Gama, e Facção Brasiliense, do Brasiliense Futebol Clube. Isso significa que ninguém caracterizado com as siglas das torcidas pode ir aos estádios. Já morreu gente nessa brincadeira e a ideia é evitar esse tipo de idiotice.

 

BLOG RISCOS E TENDÊNCIAS
José Maurício dos Santos

Luzia de Paula pode voltar à CLDF
O impasse jurídico envolvendo o deputado distrital José Gomes (PSB) deixa o partido do ex-governador Rodrigo Rollemberg em alerta, principalmente a primeira suplente Luzia de Paula. A ex-deputada não conseguiu se reeleger, mas é vista com bons olhos pelo partido para assumir a cadeira em caso de cassação do mandato do titular.

Abuso de poder econômico
Na terça-feira (13), o Ministério Público Eleitoral no Distrito Federal e Territórios pediu Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a cassação do mandato do deputado distrital José Gomes (PSB) por abuso de poder econômico. De acordo com o MP, José Gomes utilizou a empresa Real JG para exigir o voto dos cerca de 10 mil funcionários, sob ameaça de demissão e usando argumentos como “gratidão pelo emprego”. Além de perder o mandato, o parlamentar pode ficar inelegível por oito anos.

Legado
Luzia de Paula é autora de outras leis que privilegiam o segmento. A Lei Orgânica nº 74, que destina, no mínimo, dez por cento da verba de publicidade do Poder Público do DF para os veículos de comunicação alternativos (jornais, blogs, rádios e TV´s comunitárias) e também da Lei que criou o Programa Distrital de Fomento ao Serviço de Radiodifusão Comunitária no DF.

 

BLOG DO FRED LIMA

Os 45 dias de Ibaneis
Diferentemente de seus dois últimos antecessores, em um mês e quinze dias, o governador do DF implanta um novo estilo de gestão que lembra os tempos áureos de José Roberto Arruda no comando da cidade
O ex-governador Joaquim Domingos Roriz foi conhecido por ser um grande tocador de obras e de programas sociais. Tendo o PT como principal adversário, a era rorizista se parece bastante com a gestão petista no Palácio do Planalto, que priorizava os mais pobres, sem se preocupar muito com a responsabilidade fiscal e o crescimento ordenado dos programas sociais.
Quando Arruda chegou ao Palácio do Buriti, um desmonte começou a ser feito. Em vez de dar continuidade ao rorizismo, o então governador preferiu introduzir a sua própria marca, o arrudismo. As vans, que tomavam as ruas da cidade, foram retiradas para darem lugar aos ônibus novos. Um governo populista saiu de cena e entrou uma administração moderna, antenada aos novos tempos. A Caixa de Pandora é outra história. No plano administrativo, o ex-governador foi o melhor de todos, apesar do pouco tempo que ficou à frente do DF.
Ibaneis Rocha (MDB) completou 45 dias no Buriti nessa sexta-feira (15). Seguindo uma linha dinâmica de gestão parecida com a de Arruda, já nos primeiros dias decretou estado de emergência na saúde e lançou o programa SOS DF, com o intuito de recuperar a cidade com pavimentação e tapa buracos, além do SOS Saúde, o SOS Segurança e o SOS Rural, que estão acoplados ao programa principal.
O governo mal começou, mas há uma agenda complexa de recuperação do DF, o que faltou às duas últimas administrações. Enquanto Agnelo Queiroz (PT) perdia tempo com visitas que não traziam melhorias aos hospitais, Ibaneis decretou situação de emergência e lançou o SOS Saúde.
Rodrigo Rollemberg (PSB) passou os primeiros meses se queixando do rombo fiscal que herdou. Seu governo patinou bastante em 2015, sem sair do lugar. O atual chefe do Executivo, apesar de ter assumido a capital em uma situação financeira difícil, não teve tempo de olhar para o retrovisor e de lamentar a bolha financeira legada por seu antecessor. Ao contrário, partiu para a ofensiva e implementou um programa importante, que traz resultados imediatos.
Todo início de governo é difícil, ainda mais após duas gestões pífias. Muita coisa precisa melhorar e a qualidade dos serviços oferecidos à população ainda está muito aquém do desejado. Só que, nos seus primeiros 45 dias, Ibaneis Rocha vem surpreendendo e despertando a esperança do brasiliense.

 

BLOG DO DONNY SILVA

Pastor Ronaldo Fonseca tenta ocupar lugar de Bebianno mas não é o nome de Bolsonaro para ocupar o cargo
Ele parece ter gostado mesmo de emprego público, mesmo sendo dono de uma igreja no Distrito Federal, a ADET. Me refiro ao pastor e ex-deputado federal Ronaldo Fonseca, que no governo de Michel Temer (MDB) conseguiu uma boquinha no Palácio do Planalto. Ele foi secretário-geral da Presidência da República e não deixou saudade. Agora, com a saída de Bebianno da Secretaria-Geral da Presidência, ele tenta se cacifar para voltar ao cargo, mas o presidente Jair Bolsonaro já sabe exatamente quem colocar lá, e definitivamente não será o pastor Ronaldo Fonseca, cujos laços com o MDB são ainda muito fortes.
O ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Ronaldo Fonseca de Souza chegou atribuir à Operação Lava Jato a impopularidade de políticos brasileiros, incluindo o então presidente Michel Temer (MDB). Fonseca votou pelo arquivamento da denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer na Câmara dos Deputados. Quem é contra a Lava Jato, definitivamente não tem lugar no governo de Jair Bolsonaro.
Enquanto conhecidos líderes evangélicos como o pastor Silas Malafaia e o Bispo Edir Macedo apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro, o pastor Ronaldo Fonseca trabalhou para eleger o candidato do MDB, Henrique Meirelles, até porque estava no governo de Michel Temer. É considerado por assessores de Bolsonaro como carta fora do baralho.

 

BLOG RÁDIO CORREDOR
Odir Ribeiro

Publicado o teto controverso de Ibaneis
Foi publicado hoje (18), o decreto que amplia o teto salarial de servidores do Distrito Federal. Esse limite passará de R$ 30,4 mil de R$ 35,4 mil.
Como boa parte das mudanças em tetos salarias no serviço público, haverá efeito cascata.
O novo teto vale para servidores públicos ativos ou inativos (Buriti, secretarias, escolas e hospitais) e aos pensionistas do GDF, servidores de autarquias e de fundações vinculadas ao Poder Executivo.
O GDF estima que o impacto nas contas será de R$ 1,4 milhão por mês.
Mas vale lembrar que 82% dos brasileiros – segundo levantamento da Folha de S. Paulo – não tem sequer a renda deste aumento, que foi de R$ 5 mil.

O atraso de Corumbá
Com previsão de entregue para o final do ano passado, o sistema produtor de água de Corumbá IV não tem data específica para ser entregue à população.
Segundo o presidente da Caesb, Fernando Leite, foram encontrados problemas e a empresa está “fazendo um esforço tremendo para que entre em operação o mais rápido possível”.
Leite deu as declarações no último sábado à Agência Brasília, veículo de informações do próprio governo.
A expectativa é este ano, mas temos pouco mais de 30 dias à frente da empresa. E essa obra é muito grande. Estamos buscando a solução de todos os problemas que encontramos – e são muitos. As linhas de transmissão de 138 quilovolts não estão prontas ainda. Muitas torres de transmissão grandes ainda estão no papel. Estamos nos esforçando, mas dependemos de elementos fundamentais da operação, como as válvulas, fabricadas nos Estados Unidos, e que a entrega precisa ser negociada com as empresas. Já temos representantes na fábrica fazendo inspeções, testes, portanto, estamos fazendo nossa parte para acelerar, mas há fatores que não dependem somente de nós.

Distrital recua sobre passe-livre
Novato na Câmara Legislativa, o deputado distrital Valdelino Barcelos (PP) recuou da proposta que concedia passe-livre para presos que saíssem da cadeia.
Veja nota publicada pelo parlamentar no sábado (16):
Venho a público esclarecer nossas reais intenções sobre o Projeto de Lei apresentado na Câmara Legislativa nos últimos dias, sobre o transporte para ex-detentos. Infelizmente, com a grande repercussão da proposta, as informações foram distorcidas.
Em nenhum momento nós quisemos dar passe livre para ex-detentos. Nossa ideia nunca foi dar privilégios a A, B ou C, muito menos dar gratuidade no transporte público, ainda mais neste momento, em que o governo estuda economia aos cofres públicos.
Não vejo problema em reconhecer que é necessário recuar na proposta!
Nossa ideia era tão somente gerar um debate sobre o tema, uma vez que autoridades da segurança pública já provaram que a ressocialização, devidamente acompanhada pelo Estado, traz grande redução nos índices de criminalidade. E este foi um dos temas mais levantados durante a nossa campanha: segurança pública. Nossa população está insegura. Nossa população clama por uma ação emergencial, para viver dignamente e em segurança.
Quanto ao Projeto de Lei, devo esclarecer que já foi retirado de pauta e sua tramitação na Câmara Legislativa encerrada.
Por fim, ratifico que sou um DEFENSOR do PASSE LIVRE ESTUDANTIL. Eu já havia declarado meu voto favorável à gratuidade para os alunos que realmente precisam e reafirmo que estarei em plenário para votar SIM pelo incentivo à educação.
Agradeço o debate e a compreensão.

Deputada do DF para Bolsonaro: ‘Inepto e fraco’
Uma das sobreviventes do PT no Distrito Federal, a deputada federal Érika Kokay criticou duramente o presidente Jair Bolsonaro no Twitter e a reforma da previdência.
“O Brasil elegeu um presidente da República que não tem a menor ideia do que fazer com a faixa presidencial. O País está completamente à deriva e o mercado acha que a boia de salvação é fazer uma deforma da previdência, disse.
Ontem (17) a parlamentar tmbém usou rede social para relembrar a época em que Bolsonaro era federal.
“Bolsonaro era um deputado do baixo clero, jamais será um presidente forte. Todo mundo manda em seu governo, os filhos, os militares, os fundamentalistas, os ruralistas, a bancada da bala, o mercado financeiro. Nunca vimos um presidente tão inepto e fraco”, alfinetou.



Jose Mauricio dos Santos
Autor: Jose Mauricio dos Santos
Jornalista, Cientista Político e especialista em Marketing Político.

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