O Brasil da razão e o da emoção em detrimento da educação

BOLSA FAMILIA

 Por José Maurício dos Santos

Lamentável como alguns políticos conseguem votos em troca de medidas paliativas que estão se tornando o câncer da sociedade. Realmente estamos em dois Brasis: o da razão e o da emoção.

O primeiro, o da emoção. O país comunista liderado pelo ditador taxado como Pai dos Pobres, que concede esmola ao seu alienado povo o qual classifica como analfabeto funcional, com o principal objetivo de conceder o direito ao voto. Infelizmente, a maioria concentrada na parte de cima do Brasil.

Não pelo fato de serem mais ou menos ignorantes do que os eleitores das demais regiões. Mas é a mais desigual devido ao contexto histórico como a colonização, que apesar de ter sido iniciada na Bahia, teve uma concentração de riquezas e desenvolvimento voltada principalmente para o Sudeste. E o coronelismo, que perdura até hoje no Nordeste brasileiro. Como o voto de cabresto.

Uma região rica em beleza natural e cultural, com um povo hospitaleiro e trabalhador, foi esquecida pelo Estado. E quando foi lembrada, foi como fonte de renda, de voto. Ora, onde melhor conseguir voto do que numa região pobre e sem instrução?

Um dia, o assistencialismo pode ter sido idealizado com boas intensões. Até que uma percepção veio à tona: ajuda e dependência = voto. Os tucanos talvez não tenham enxergado isso com tanta maestria quanto os petistas, que unificaram a política social em uma só. O Bolsa Família.

O que era para ser uma válvula de escape para o desenvolvimento social e econômico, uma medida paliativa, se transformou em uma política cada vez mais permanente.

Enquanto por um lado o capitalismo respondeu de forma positiva que não vive sem política social, sem uma classe predominante como a baixa e média do Brasil com poder de compra, por outro lado, demonstrou a fragilidade de maximizar as politicas sociais “eleitoreiras” em detrimento da competitividade internacional.

E é aí que entra o outro Brasil. O da razão. O da parcela da sociedade bem instruída e remunerada. Cuja a agenda é mais complexa para o Estado atender. Eles estão mais próximos do processo decisório. São os mais atingidos por essa política que cada vez mais investe em medidas paliativa sem olhar para o que considero imprescindível: a educação.

Resultado é uma economia estagnada, uma mão de obra desqualificada, que, apesar de apresentar uma taxa de desemprego baixa, a produção também é pífia. Estamos tecnicamente em recessão! O Custo Brasil é altíssimo!

Estudo recente do Ministério do Desenvolvimento Social mostra que quem está na pobreza extrema tem mais dificuldade de mudar condições de vida. Porque não têm educação para se tornarem independentes da ajuda do Estado. O que os torna vulneráveis à campanha do medo há anos dando certo para o PT.

O problema do Brasil não é o Nordeste, o Norte ou qualquer outra região. É a falta de educação, de instrução, de conhecimento que, infelizmente se concentra em sua maioria na parte de cima do país por negligência do Estado. O que torna a população refém do governo.

Não sou contra o direito à vida. Tampouco à educação. Mas, se for para escolher, eu diria que um não existe sem outro.

Os dados colhidos em 2013 apontam que apenas 34% dos chefes das famílias em situação de pobreza crônica têm ensino fundamental completo. Na população geral, esse índice chega a 52,7%.

É preciso entender que política social é EDUCAÇÃO. Apenas 1% da população ainda vive em pobreza extrema. O que não justifica essa ampliação desenfreada do Bolsa Família, mas sim de escolas de qualidade. Caso contrário,as demais famílias que saíram dessa situação ao longo das últimas duas décadas voltarão para a miséria.

Não é com bolsa família que vamos acabar com a miséria. E nem financiando construção de portos e aeroportos em Cuba que vamos acabar com o Custo Brasil.

Sem um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e social (educação), será difícil o Brasil sair um dia do eterno rótulo de país emergente.



Jose Mauricio dos Santos
Autor: Jose Mauricio dos Santos
Jornalista, Cientista Político e especialista em Marketing Político.

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