Backstage News DF 37/2018 – PDT e Joe Valle no dilema entre Senado e Buriti

O Backstage News é um produto diário da Tracker Consultoria que reúne os principais colunistas de política do DF com informações dos bastidores do Poder.

CORREIO BRAZILIENSE

CB. Poder
Ana Maria Campos e Helena Mader

A seis meses das eleições, PRB deixa a base aliada a Rollemberg
Presidido pelo pré-candidato ao Palácio do Buriti Wanderley Tavares, o PRB deixou, nesta sexta-feira (13/04), a base aliada ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB). A sigla integra uma das chapas majoritárias de oposição ao socialista ao lado de PPS, PSDB, PTB, PSD e outros cinco partidos.
Com a decisão, a legenda colocou à disposição os cargos ocupados na administração pública. Ou seja, cabe ao governador decidir sobre a exoneração dos comissionados indicados pela sigla. Eles ocupam espaço, por exemplo, na Administração Regional de Samambaia.
Na Câmara Legislativa, a posição será de independência, “sem se negar ao diálogo, à colaboração e a votar favoravelmente todas as propostas que considerar positivas para o Distrito Federal”, diz a nota oficial divulgada nesta manhã.
Fundado por integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, o PRB alcança boa parte do segmento evangélico. Neste ano, tem como candidatos fortes para os cargos proporcionais os distritais Júlio César, que concorrerá a uma cadeira na Câmara dos Deputados, e Rodrigo Delmasso, o qual pretende disputar a reeleição. Além disso, no mês passado, o partido ganhou um reforço conhecido: o ex-jogador de futebol Ronaldinho Gaúcho.
Na visão de Wanderley Tavares, com o desembarque, a legenda fica “livre” para trabalhar numa composição independente. “Poderemos construir um projeto bom para Brasília, com mais autonomia, responsabilidade e liberdade”, destacou.

PRB na disputa pelos cargos majoritários
A frente de centro-direita a qual pertence o PRB deve decidir, em cerca de 30 dias, o nome do candidato ao GDF. Estão no páreo, além de Wanderley, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), o ex-distrital Alírio Neto (PTB), a liderança de Ceilândia Goudim Carneiro (PMB) e a presidente do SindSaúde, Marli Rodrigues (PSC). A escolha será embasada pelo resultado de uma pesquisa de opinião, que mostrará os postulantes com maior intenção de votos, menor rejeição e mais chances de crescimento no segundo turno. Será levada em consideração, ainda, a estrutura partidária (tempo de tevê).
A tendência é que o cabeça de chapa seja Izalci, que realizará palanque eleitoral para o presidenciável Geraldo Alckmin, ou Alírio, o qual dispõe de cofres cheios para o pleito. Wanderley, portanto, deve negociar outro espaço majoritário — Senado ou vice-governadoria. Um entrave, porém, é que, na última reunião do grupo, ficaram acertadas as candidaturas a senador do deputado federal Rogério Rosso (PSD) e de Cristovam Buarque (PPS).

Terracap comandará regularização de terras da União em Vicente Pires
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) assinou, nesta quinta-feira (12/4), um plano de trabalho que atribui à Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap) a responsabilidade pela condução de todo o processo de regularização dos lotes do Trecho 2 da Vicente Pires. Com isso, a venda direta destes terrenos, que são propriedades da União, será acelerada, garantiu o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em uma publicação na sua página de Facebook.
No post, publicado no início desta tarde, o chefe do Palácio do Buriti comemorou os avanços. “Quem ganha com isso é a população, que terá sua regularização e poderá fazer a compra direta de seu terreno, fazendo uma cidade mais legal. Estamos fazendo o maior programa de regularização fundiária de Brasília e do Brasil neste momento”, disse.
A Terracap retomou a regularização de Vicente Pires em maio de 2015, ao assumir a elaboração dos projetos. No ano passado, 84% dos condôminos realizaram a compra direta dos imóveis do Trecho 3 do setor habitacional. À época, o edital para a venda contemplou 2.992 lotes. Os preços variaram entre R$ 33.590 e R$ 134.400, descontados o valor da infraestrutura implementada e da valorização decorrente dessas benfeitorias.
Em maio, a Terracap deve abrir o prazo para o cadastramento dos moradores que pretendem aderir à venda direta dos loteamentos do Trecho 1.

Em chapa com PSDB e PTB, Rogério Rosso e Cristovam Buarque devem disputar o Senado
Duas chapas de centro-direita estão a um passo da consolidação para a corrida pelos cargos majoritários do Distrito Federal. A coalizão formada por PSD, PPS, PSDB, PTB, PRB e outros cinco partidos bateu o martelo, nesta terça-feira (10/04), sobre as candidaturas ao Senado: disputarão Rogério Rosso e Cristovam Buarque. Os candidatos do grupo ao GDF e à vice-governadoria serão definidos nos próximos 30 dias, com base numa lista de critérios pré-definidos. Do outro lado, está a frente encabeçada pelo ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR), na qual o empresário Paulo Octávio (PP) e o deputado federal Alberto Fraga (DEM) devem concorrer às vagas de senadores. Resta escolher o número dois da aliança, que será indicado pelo ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB).
O grupo de Rosso e Cristovam, que já tinha como opções ao Palácio do Buriti o deputado federal Izalci Lucas (PSDB), o ex-distrital Alírio Neto (PTB) e o empresário Wanderley Tavares (PRB), recebeu reforços. O PMB uniu-se à frente e colocou à disposição o nome do líder comunitário de Ceilândia José Goudim Carneiro, o qual trabalha na pré-candidatura há alguns meses. O PSC, por sua vez, inseriu oficialmente no páreo Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde).
A escolha entre os cinco será embasada em estudos sobre as estruturas partidárias (tempo de tevê e nominatas, por exemplo) e numa pesquisa de opinião colocada nas ruas para verificar quais pré-candidatos detêm os maiores índices de intenção de votos e os menores de rejeição, além de melhor potencial de crescimento e de competitividade em um eventual segundo turno. Outros itens podem ser inscritos no check list até a próxima reunião, agendada para a próxima segunda-feira, na casa de Izalci Lucas.
Escolhido pelo grupo como um nome forte ao Senado, Rogério Rosso afirmou que ainda buscará novas alianças para reforçar a chapa. “Fiquei muito honrado com a indicação para concorrer à majoritária, por conta do meu trabalho com a cidade e os servidores públicos. Agora, a ideia é agregar ainda mais lideranças e partidos”, destacou.

O vai e volta de Joe
Antes cotado para participar da chapa de Rosso, Cristovam, PSDB e PTB, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), tem uma importante reunião nos próximos dias para alavancar a aproximação com outra frente. Ele, que havia sido lançado ao GDF em março, busca alinhamento com correligionários para integrar a coalizão encabeçada por Jofran Frejat como postulante ao Senado. O assunto seria discutido em reunião com o presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, amanhã. Ele, entretanto, adiou o encontro para a próxima semana.
Os rumos do PDT, porém, podem ser outros. Resistente a uma aliança com o PSB, de Rodrigo Rollemberg desde o desembarque da base aliada em outubro último, o partido participou, na última segunda-feira (09), de um encontro com o chefe do Palácio do Buriti, junto a Rede, PCdoB e PV. A conjuntura enfrenta a resistência de pedetistas, que lembram da “falta de pertencimento” na gestão ao longo dos últimos três anos. Os correligionários também desaprovam aliança com o PR, de Frejat, o qual também é integrado pelo ex-governador José Roberto Arruda.
Presidente regional do PDT, Georges Michel descartou uma aliança entre socialistas e pedetistas. “O governador me convidou e fui. Mas há uma decisão interna de não nos unirmos a Rollemberg. Além disso, ainda não perdemos todas as esperanças na candidatura de Joe”, apontou.

Novos rumos da Rede
Enquanto a cúpula da Rede avalia a possibilidade de voltar à base aliada de Rollemberg ou lançar candidatura própria, membros do movimento Agora! tentam alavancar a candidatura ao GDF de um dos fundadores do partido no DF: João Francisco Maria. Por ora, ele postula uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas abriu as portas para o novo projeto.
No ano passado, a Rede lançou o distrital Chico Leite ao Executivo local. O parlamentar, porém, prefere o Senado. O surgimento de um novo candidato ao GDF, portanto, forçaria o partido a adotar um posicionamento mais claro sobre os próximos passos, a seis meses das eleições.

Justiça rejeita denúncia contra Sandra Faraj
Por 12 votos a 7, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) rejeitou, nesta terça-feira (10/04), a denúncia por estelionato majorado contra a distrital Sandra Faraj (PR), suspeita de embolsar R$ 142 mil em verba indenizatória, valor que deveria ser repassado à Agência Netpub pela prestação de serviços ao longo de um ano.
Na acusação, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) havia apontado que a distrital firmou contrato com a empresa pelo valor de R$ 174 mil, mas quitou apenas R$ 31.860. Ainda assim, a deputada teria apresentado todos os comprovantes de pagamento à Câmara Legislativa, assinados pela empresa antes do recebimento dos valores, e obtido o ressarcimento integral do montante.
O julgamento foi norteado pelo debate sobre a tipificação do crime. Para a maior parte dos desembargadores, não houve a caracterização de estelionato majorado. Eles levantaram a possibilidade da existência de um conluio, com a inclusão, no processo, dos sócios da Netpub, uma vez que teriam assinado os recibos mesmo sem receber os valores, propiciando o ressarcimento irregular no Legislativo local.
Os magistrados retomaram a deliberação sobre o recebimento da denúncia um mês após o pedido de vista do desembargador Romão Cícero de Oliveira, em 6 de março. Naquele dia, o placar estava em 6 a 3 pela rejeição da peça de acusação — a relatora do processo, Simone Lucindo, votou pelo recebimento da denúncia.

Ponto a ponto
Primeiro a votar, o desembargador Romão Cícero de Oliveira acompanhou o voto da relatora. Para ele, “o momento de o MPDFT exercitar o aditamento (mudar a tipificação do crime) não se esvaiu ainda”. “O órgão julgador não poderá, antevendo possibilidade de conluio ou falsidade ideológica, obstaculizar a marcha do estado acusador”, defendeu.
Seguiram o mesmo entendimento os desembargadores Romeu Gonzaga Lima e Carmelita Brasil.
Ao seguir a divergência e votar pela rejeição da denúncia, o magistrado Cruz Macedo pontuou que “há situações estranhas nos autos, mas não há configuração do crime de estelionato majorado, que exige o emprego de um meio fraudulento para a indução ao erro e obtenção de vantagem indevida”. “Não dá para dizer que a denúncia ainda precisa de aditamento. Se, amanhã, for comprovado o pagamento do serviço, como ficaria a contradição?”, destacou.
A desembargadora Ana Maria Amarante adotou a mesma postura. Para ela, “não há elementos suficientes que indiquem a caracterização do estelionato majorado”. “Há a possibilidade de nova denúncia, se colhidos os elementos de convicção necessários. Mas, não, de aditamento”, argumentou.
Os magistrados José Divino de Oliveira e Roberval Belinati também seguiram a divergência. “Creio que a denúncia foi apresentada de forma prematura. As investigações devem seguir e acompanhar os desdobramentos na área cível, porque, se forem comprovados os pagamentos, o que acontece com este processo penal?”, questionou Belinati.
O desembargador Sérgio Rocha acatou a denúncia. Na visão dele, o fato de Sandra Faraj ter, supostamente, requisitado à Câmara Legislativa o ressarcimento de valores não gastos configura estelionato. “Acredito que tenha prevalecer o indubio pro societate. Ainda mais no contexto do país em que vivemos”, defendeu.
Em seguida, os magistrados Arnoldo Camanho e Fernando Habibe rejeitaram a denúncia.

Defesa
Ao fim do julgamento, o advogado da distrital, Cléber Lopes, alegou que “a defesa fica convicta de que a Justiça foi feita, uma vez que a denúncia do MPDFT se baseava apenas no depoimento de um empresário”. “O fato colocado nos autos não existiu”, pontuou. Apesar da vitória judicial, Faraj responde a outras ações na Justiça. Na área cível, ela é ré por improbidade administrativa. Há, também, uma ação em trâmite na 2ª Vara de Execução Extrajudicial, que requer o pagamento da dívida.

 

JORNAL DE BRASÍLIA

Do Alto da Torre
Millena Lopes & Francisco Dutra

Joe e Frejat intensificam conversas
Na chapa de Jofran Frejat (PR) para o GDF, o presidente regional do DEM, deputado Federal Alberto Fraga, tinha as melhores condições para o Senado. Mas vem cometendo tropeços públicos e nos bastidores. Está em movimento de queda. Enquanto isso, Paulo Octávio (PP) conquista mais apoio, grão a grão em uma curva crescente. Se o movimento de aproximação do presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Joe Valle (PDT/foto), se consolidar vai bagunçar todo o coreto. Afinal, são apenas duas vagas nas urnas. O parlamentar mira o Senado dentro de um governo do republicano. Hoje Frejat e Valle se reúnem para mais uma rodada de conversas sobre a possível aliança.

E o vice?
Na coligação de Frejat, o nome do presidente regional do PP, deputado federal Rôney Nemer, continua a se consolidar como opção para vice-governador. Apenas uma derrota do parlamentar no STF pode mudar esta pré-composição. Rôney responde a um processo com potencial para retirá-lo da corrida eleitoral. Tirando isso, Frejat e Nemer têm ótimo relacionamento e ideias parecidas de gestão.

Favor conveniente
O ex-deputado distrital Olair Francisco (PP) tem feito uma fé (zinha) para ser incluído nos planos de Nemer. O ex-deputado conta com a estratégia de que o cacique será vice na chapa com Frejat, mas antes mesmo que isso aconteça, Olair já planeja um plano B: “Posso entrar nessa caso o Rôney não queira ou não possa.”

PSD: Planos Proporcionais
Com a indicação da pré-candidatura do presidente regional e deputado federal Rogério Rosso para o Senado, o PSD começou a redefinir os planos para a Câmara dos Deputados. O fiel escudeiro do parlamentar, o vice-governador Renato Santana, e o presidente do Conselho Regional de Contabilidade do DF (CRC), Adriano Marrocos, serão apostas da agremiação para a Casa.

Samba de uma nota só
Santana é mais conhecido pelo trabalho corpo a corpo nas comunidades carentes. Mas Rosso afirma que o aliado não toca um samba de uma nota só. Segundo o dirigente, o vice-governador conhece o funcionamento da Câmara e está bem a par das bandeiras do PSD, em especial a valorização do servidor, a reformulação fiscal e o incentivo ao setor produtivo, principalmente das micro e pequenas empresas.

Reforma tributária
Marrocos, por outro lado, simboliza os princípios da reforma tributária. “O PSD quer a reforma, com redução da carga tributária incidente no cidadão. Precisamos também da redução dos custos de produção e comercialização de bens no Brasil. Uma simplificação tributária, como com a criação do Imposto de Valos Agregado (IVA), seguindo o modelo europeu”, argumenta Rosso. Neste caso, grande parte dos tributos que hoje tem versões municipais, estudais e federais seriam unidos em um único tributo diretamente para União e que depois seria repassado para os entes federados.

Código de otimismo para a Luos
A aprovação do Código Obras na Câmara Legislativa animou o governo Rollemberg. O projeto por muito pouco não subiu no telhado. Méritos do Buriti e do presidente das Casa, Joe Valle. Agora, o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, está com convicção de que é possível votar a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) ainda neste ano, mesmo com a eleição batendo a porta.

Aldo Rebelo
O Solidariedade do deputado Augusto Carvalho lança hoje Aldo Rebelo ao Planalto

CLDF quer sistema eletrônico do TCDF
A presidência da Câmara Legislativa foi atrás do Tribunal de Contas do DF (TCDF) para levar do Tribunal para a CLDF o mesmo sistema eletrônico de informação usado pelos auditores e conselheiros da Corte. A promessa é de que a medida se alie ao projeto de extinção da verba indenizatória no corte de gastos, principalmente, com transporte e combustível para a entrega de documentos pela Câmara.

Rede de dados
Enquanto isso, a CLDF também abriu uma licitação para adquirir infraestrutura para serviços informatizados. Serão R$ 2, 4 milhões para pagar servidores, configuração e capacitação, para compor a rede de processamento de dados da CLDF.

Um ano para GDF construir nova escola
O Tribunal de Justiça do DF e Territórios confirmou sentença de 1º Grau da ação pública que condenou o Distrito Federal a reconstruir a Escola Classe 410 de Samambaia. O DF ainda tentou se livrar da situação, alegando falta de recursos para a obra e o princípio da separação de poderes, mas sem sucesso. Problemas crônicos da escola como infiltrações, pisos desnivelados, portas danificadas, instalações elétricas aparentes, falta de condições de segurança, complicam a vida de alunos e professores há mais de nove anos.

 

METRÓPOLES

Grande Angular
Lilian Tahan

Jornalistas protestam contra a saída do chefe da assessoria da PMDF
Nesta sexta-feira (13/4), a notícia mais discutida entre os jornalistas que cobrem segurança pública no Distrito Federal não foi um crime. O anúncio da saída do major Michello Bueno do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) pegou muitos de surpresa e provocou reações acaloradas dos profissionais de imprensa. Ele comandava as interações da corporação com o meio jornalístico há quatro anos.
Muito querido por boa parte dos profissionais de imprensa, Michello é reconhecido pela disponibilidade e bom humor. O major anunciou sua saída com uma mensagem. “Boa tarde, amigos da imprensa! Estou me despedindo da comunicação social. Fui transferido para outra unidade. Agradeço do fundo do meu coração cada pauta que os senhores fizeram da nossa Polícia Militar. Não vou poder ajudar mais em demandas da imprensa, mas, qualquer outra ajuda, estarei à disposição. Amo vocês!”, escreveu minutos antes de deixar o grupo no WhatsApp que reúne mais de 200 jornalistas.
Michello saiu do espaço virtual sem acompanhar as reações de profissionais de imprensa da maioria dos veículos de comunicação do Distrito Federal. Alguns chegaram a escrever um ofício questionando o comando da PMDF sobre a saída do chefe da assessoria. Outros sugeriram protestos. Mas foram os memes que conseguiram sair do grupo fechado e invadir outras redes sociais. As hashtags #SomosTodosMichello e #MichelloLivre já estão no Facebook e no Twitter.
À Grande Angular, Michello agradeceu o apoio da imprensa e afirmou que os policiais militares merecem ser reconhecidos pela população por seus trabalhos. “Eu sempre briguei muito por isso, para mostrar nosso trabalho, porque ele não é fácil”, afirmou.
Procurado, o comando da Polícia Militar do DF não respondeu a coluna até a última atualização desta publicação.

CEB à venda: estatal quer arrecadar R$ 675 milhões com ações
A Companhia Energética de Brasília (CEB) está pronta para se desfazer da participação da estatal em cinco empreendimentos de geração de energia. As hidrelétricas estão em Minas Gerais, Tocantins e Goiás e são responsáveis por parte da energia consumida pelos brasilienses. Com a venda das ações, a distribuidora pretende arrecadar, pelo menos, R$ 675 milhões. O negócio será definido no próximo dia 10 de maio, em reunião dos acionistas da companhia.
A pauta da 95ª Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Administração da CEB foi divulgada na última terça-feira (10/4), na página 34 do Diário Oficial do Distrito Federal. O documento aponta a intenção da companhia de vender, por meio de leilão, a totalidade das ações que possui no consórcio BSB Energética e nas usinas hidrelétricas Corumbá III e IV, Lajeado e Queimado.
Em alguns casos, a CEB deixará de ser a maior acionista para não ter qualquer participação nos empreendimentos. É o que acontecerá com a Corumbá Concessões, mais conhecida como Corumbá IV, onde a companhia tem 47,56% das ações. De acordo com a avaliação especializada contratada pelo órgão, o valor mínimo previsto é de R$ 140,9 milhões. Em Luziânia (GO), a usina hidrelétrica tem potência de 129,6 megawatts de energia e abastece o Distrito Federal e o Entorno.
Também será comercializada a participação da estatal em outra usina que gera energia diretamente para os brasilienses: Corumbá III. A expectativa é de que as ações sejam vendidas por R$ 93 milhões. A CEB detém 37,5% da participação na sociedade gestora do empreendimento.
O negócio que deve render mais dinheiro à companhia é o da hidrelétrica de Lajeado: R$ 323,9 milhões. A companhia brasiliense detém 59,93% das participações no consórcio. Também conhecida como o nome do político baiano Luís Eduardo Magalhães, a usina está em operação desde 2011, no Rio Tocantins.
Outro empreendimento fora dos limites do Distrito Federal que está à venda é a usina hidrelétrica de Queimado, localizada no Rio Preto, na divisa entre os estados de Goiás e Minas Gerais. Controlando 17,5% das ações, a CEB pretende entregar o negócio por R$ 93 milhões.
A estatal também quer liquidar os papéis da BSB Energética, que reúne 13 usinas de pequeno porte em municípios goianos. A CEB conta com 9% da participação e pretende arrecadar R$ 21 milhões com a venda.

Impacto na conta
No fim de março, a CEB entrou com pedido de Revisão Tarifária Extraordinária (RTE). A empresa admitiu que precisa reequilibrar as contas. Conforme ressaltou a estatal, os custos com compra de energia e encargos setoriais não foram totalmente cobertos com o último reajuste (8,46%), aplicado em outubro do ano passado.
O déficit estimado está em torno de R$ 200 milhões, segundo a distribuidora, mas pode ser mais do que o dobro, de acordo com informações de mercado. A solicitação de reajuste extra está em análise na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Caso seja autorizado, a conta de luz dos brasilienses virá mais cara.
No entanto, a companhia nega que a alienação das ações irá atingir o bolso dos consumidores. “Não há impacto nas contas de energia, devido à composição das tarifas estar subordinada à regulação do setor”, pontuou a assessoria de imprensa do órgão, por nota.
Sobre a venda de ações, a CEB informou que a proposta vem sendo debatida pelos acionistas desde 2015, e que a comercialização foi aprovada na Câmara Legislativa no mesmo ano. A Lei nº 5.577 estipula que o valor arrecadado só poderá ser utilizado em investimentos, pagamento de tributos e amortização de dívidas oriundas de empréstimos contraídos antes da publicação da normativa.

Janela Indiscreta
Caio Barbieri

Pré-candidato ao Senado, Chico Leite pode disputar Buriti pela Rede
A Rede Sustentabilidade no DF ventilou, nesta quinta-feira (12/4), lançar a pré-candidatura do deputado distrital Chico Leite ao Governo do Distrito Federal (GDF). Em nota divulgada pelo Facebook, os porta-vozes da legenda de Marina Silva – Carmen Lúcia Bragança e Pedro Ivo Batista – afirmaram a posição de construir aliança encabeçada pelo parlamentar.
No texto, eles dizem que a decisão ocorreu após uma reunião convocada na última segunda-feira (9) pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o qual pedia apoio dos partidos progressistas – PV, PDT, PCdoB e a própria Rede.
Desses, apenas o PV decidiu renovar a aliança feita na eleição de 2014. “Não houve, de nossa parte, nenhum compromisso com a reeleição do governador, mas o PSB é bem-vindo a esse projeto”, pontua a nota publicada na rede social.
Procurado, o distrital Chico Leite não atendeu e não retornou as ligações.

Leany Lemos critica meme que ironiza reajuste de servidores
Frente a um meme que satiriza a ausência de aumento salarial dos servidores do Distrito Federal, a ex-secretária de Planejamento, Orçamento e Gestão, hoje assessora especial do Escritório de Projetos Especiais, da Secretaria de Projetos Estratégicos do Distrito Federal Leany Lemos saiu em defesa do governo. “A pergunta que fica é: o que seria do DF ‘sem’ a responsabilidade de Rollemberg, e ‘com’ aumento de mais de R$ 1 bilhão ao ano?”, publicou em seu perfil no Twitter, na quarta-feira (11/4).
Leany se refere ao documento que circulou nas redes de um decreto fictício com a assinatura do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), com data de 9 de abril de 2018.
O texto inicia com zombaria. “Fixa SEM% (sem por cento) o reajuste dos vencimentos, proventos, pensões e demais retribuições dos servidores da administração direta, autárquica e fundacional do Distrito Federal, e dá outras providências”, diz, simulando a linguagem comum a documentos desta natureza.
Depois, satiriza a data: “A contar de 1º de maio ou meno (sic) em agosto de Deus”. Limita, ainda, a ação para os servidores “que acreditarem que Brasília está no rumo certo”, em referência ao slogan do Executivo local.
Leany reagiu: “Por governos fiscalmente responsáveis! Fora, demagogia”, declarou Leany. Braço direito de Rollemberg. Ela deve disputar uma cadeira do Senado Federal nas eleições deste ano.
Se fosse real, o documento de concessão de reajuste no salário e benefícios do funcionalismo atenderia aos anseios de dezenas de categorias que reivindicam aumento dos vencimentos desde o início do mandato do socialista.
O GDF não implementou a terceira parcela do reajuste autorizado em 2013, causando insatisfação dos servidores. “A concessão desse reajuste significaria hoje o impacto de R$ 1,2 bilhão ao ano”, justificou a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), em nota enviada à redação no domingo (8).
A assessoria do GDF não havia retornado o contato da reportagem até a última atualização desta matéria.

Após taquicardia e internação, Aécio recebe alta de hospital no DF
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi internado no Hospital Santa Lúcia, em Brasília, na manhã desta quinta-feira (12/4). Fontes ligadas ao tucano disseram ao Metrópoles que ele teve um mal-estar, com sinais de taquicardia. No entanto, a assessoria do parlamentar informou oficialmente que Aécio estava “fazendo exames” e bem de saúde.
Em nota, o Santa Lúcia também falou em “exames de rotina”. Ainda segundo a assessoria do hospital, ele foi liberado no período da tarde.

Boletins divergentes lançam suspeita sobre internação de Aécio Neves
A internação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) nesta quinta-feira (12/4), em Brasília, é recheada de mistérios. O principal deles, talvez, é a discrepância entre o boletim médico apresentado pela assessoria do parlamentar e o emitido pelo Hospital Santa Lúcia, onde o tucano foi atendido.
Na versão divulgada pelos aliados de Aécio Neves, a hora de emissão do documento é 14h30. No boletim oficial divulgado pela unidade de saúde, o horário cravado foi 15h. Em outro detalhe, no informativo encaminhado pelo gabinete do senador, o nome do médico Sergio Murilo Domingues Júnior recebe acento agudo na letra “e”. Na versão hospitalar, a grafia não possui acento.
O Metrópoles recorreu a uma plataforma na internet criada para averiguar a legitimidade de documentos virtuais. O resultado da pesquisa: a versão da assessoria foi classificada em grau amarelo, que significa alerta, “arquivo com potencial modificação”. “Nossos testes sugerem que esse documento foi salvo novamente desde a captura inicial. Como esse arquivo não é um original da câmera, é possível que ele tenha sido modificado”, sugere o site, originalmente em inglês.
Procurada pela coluna, a assessoria de imprensa do Hospital Santa Lúcia sustenta que apenas um boletim médico oficial sobre o paciente foi disparado: o do próprio estabelecimento, com o horário das 15h. O gabinete do mineiro não retornou o contato.
O senador Aécio Neves foi internado na manhã desta quinta-feira (12/4) após sintomas de taquicardia e insuficiência respiratória, segundo fontes ouvidas pela coluna. Em nota, a assessoria de imprensa do mineiro afirmou que a ida ao hospital se deu apenas para “exames de rotina” e o parlamentar passava bem.
A internação de Aécio acontece na semana na qual o ministro Alexandre de Moraes, presidente da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para a próxima terça-feira (17) o julgamento sobre o recebimento da denúncia contra o senador em um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS.
Segundo a acusação, Aécio solicitou a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal (PF), propina de R$ 2 milhões em troca de sua atuação política. O parlamentar foi acusado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelos crimes de corrupção passiva e tentativa de obstruir a Justiça.
O senador já negou diversas vezes qualquer irregularidade no pedido feito a Joesley, alegando que a quantia era um empréstimo pessoal, sem contrapartida em favor do empresário.

“Não posso permitir aliança com o que há de pior”, diz cacique do PDT
O presidente do PDT-DF, Georges Michel, afirmou nesta quinta-feira (12/4) à coluna que a Executiva do partido defenderá, até o último momento, um nome próprio na corrida ao Palácio do Buriti. A declaração é em resposta às constantes especulações de que a sigla apoiaria possíveis candidaturas ao governo local, como a do ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) ou mesmo a do atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB).
Internamente, militantes descartam as duas possibilidades e acreditam que o partido precisa ter protagonismo no DF, visto que Ciro Gomes (PDT) é um candidato “competitivo” à Presidência da República. “Gosto do Frejat, é um homem íntegro. Mas, não posso permitir que o PDT, com toda a sua história, se reúna com coligados que representam o que há de pior na política do Distrito Federal”, disparou o comandante pedetista.
Anunciado como pré-candidato ao Governo do DF, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle, tem acenado desistir da própria candidatura em nome de apoiar Frejat ao Executivo local e, para isso, disputaria uma vaga ao Senado na composição. Nos bastidores, aliados de Rollemberg costuram aliança nacional entre PDT e PSB para que os partidos caminhem juntos também no DF.
Michel convocou reunião para a próxima semana, em Brasília, para colocar oficializar a discussão do tema.
“Não existe a possibilidade de apoiarmos candidatos no DF que levantem a bandeira para presidenciáveis de direita como Geraldo Alckmin [PSDB] e Jair Bolsonaro [PSL]. Temos nosso candidato e aqui defenderemos nossa candidatura própria”, arrematou.

Novos tempos: no DF, dois políticos de esquerda flertam com a direita
As alianças políticas para as eleições de outubro estão tomando um caminho no mínimo inusitado, no Distrito Federal. Nomes conhecidos pela militância histórica na esquerda passaram a reconsiderar a posição e, hoje, acenam para grupos ligados à direita.
Exemplos comuns são o senador Cristovam Buarque (PPS), que fez carreira em partidos como PT e PDT e corre o risco de dividir, em outubro, o palanque com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin.
Outro nome que tem usado a bússola para mapear outros pontos cardeais políticos é o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). Apesar de resistências dentro da legenda, ele ensaia uma aproximação com o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR), postulante ao Palácio do Buriti. Antes do PDT, Joe era filiado ao PSB.
Buarque já declarou ao Metrópoles sentir-se desconfortável com a aproximação entre o PPS e o PSDB, e isso reflete nas composições regionais. O senador corre o risco de pedir votos, no DF, para Izalci Lucas (PSDB) ou mesmo Alírio Neto (PTB), que disputam na coligação a chance de se candidatarem ao governo local.
No início das tratativas, há alguns meses, Cristovam Buarque e Joe Valle indicavam caminhar juntos, o que seria considerado natural, tendo em vista o histórico dos dois partidos aos quais eles estão filiados. Apesar disso, recentemente o distrital esteve com Frejat a fim de fecharem uma possível aliança. Na composição, Valle tentaria uma das vagas ao Senado. A outra estaria destinada ao deputado federal Alberto Fraga, do DEM.
O PDT local torce o nariz para a aproximação entre Joe Valle e a direita. A sigla quer o distrital na disputa ao Palácio do Buriti, conforme o presidenciável Ciro Gomes (PDT) anunciou em Brasília no mês passado. O palanque da capital federal para qualquer candidato ao Palácio do Planalto é fundamental.
O fato é que Joe Valle já confirmou internamente: será candidato ao Senado, com o apoio do PR e do DEM. Desconfortáveis, pedetistas tentam motivá-lo a recuar da ideia antes de tentarem alguma medida mais enérgica. A conversa não será fácil: para alguns, Valle teria ameaçado não disputar mais as eleições de outubro caso não houvesse o acordo com Frejat.
Enquanto isso, Cristovam Buarque aguarda o grupo do qual se aproximou para saber de quem será a bandeira que irá erguer, se a do PTB ou a do PSDB. Em qualquer um dos casos, sem dúvida, os dois candidatos terão de perder algum tempo de campanha para explicar ao eleitorado as razões que os levaram a mudar tão drasticamente de posicionamento político.

Coligações nacionais podem bagunçar o tabuleiro eleitoral do DF
A intensa investida de políticos locais para ensaiar grandes alianças pode ser aniquilada momentos após a oficialização das coligações entre as chapas presidenciais. A vontade dos caciques nacionais prevalecerá sobre as negociações menores. O anúncio vai embaralhar o tabuleiro do certame do Distrito Federal.
Os casos mais emblemáticos são os do PDT e do PSB. Sem candidato à Presidência da República até o momento, os socialistas tentam uma aproximação nacional com os pedetistas. Se realmente a sigla não lançar a candidatura do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (PSB), o partido pode apoiar a campanha de Ciro Gomes ao Palácio do Planalto. O cenário obrigará, por exemplo, o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT), a voltar a dar as mãos ao governador Rodrigo Rollemberg (PSB), a quem declara ser opositor.
Valle não quer mais concorrer ao Palácio do Buriti. Prefere disputar o Senado Federal na chapa do ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR). O PDT, contudo, reluta. Joe não aceita a possibilidade de renovar apoio a Rollemberg e cogita até mesmo deixar a política, caso seus desejos não sejam atendidos. Pedetistas ignoraram a ameaça e pretendem montar palanque local para Ciro Gomes. Já o PR pode ser obrigado a caminhar junto com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) – a legenda indicará o vice na chapa ao Palácio do Planalto.
Na mesma esteira de dificuldades, a Rede no Distrito Federal também sofre com a indefinição. Com a desistência de Joe Valle (PDT) de disputar o Buriti, o distrital Chico Leite (Rede) ocupou um hiato deixado com a indecisão pedetista. Leite deve ser lançado à corrida pela sucessão de Rollemberg e poderá atrair siglas desconfortáveis ao se unir a nomes já ventilados. Para analistas, a medida agregaria ao menos oito partidos que hoje orbitam em alianças fora do campo ideológico, além das outras legendas ainda não contempladas com o espaço dado dentro das atuais costuras.
A ideia é também garantir palanque para ajudar Marina Silva (Rede) a chegar ao Planalto. Tendo em vista o discurso afinado com a Rede, o PDT é o primeiro da fila a querer compor com a sigla, nem que, para isso, tenha de indicar candidato a vice-governador na chapa. No entanto, como os dois partidos possuem candidaturas nacionais próprias, dificilmente a aliança local sairia do papel.
Pré-candidato ao Palácio do Buriti, o deputado Izalci Lucas (PSDB) também tem sido cauteloso em avançar nas negociações. Os tucanos devem oficializar o ingresso de Geraldo Alckmin na corrida presidencial. Na possível aliança local, Izalci abraça partidos como o PPS, PTB, o PSD, o PRB, o PSC e o PSDC. Caso algumas dessas legendas confirmem uma candidatura ao Planalto, como o PPS tem ventilado, ou mesmo assine coligação com alguém, a decisão mudará a atual promessa de aliança.
Pelo mesmo motivo, por exemplo, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia resolveu deixar o PSDB, partido que ajudou a fundar, a fim de filiar-se ao PSB de Rodrigo Rollemberg. Receosa de não conseguir fazer campanha para o aliado local após a definição de Alckmin, a ex-tucana pulou fora do ninho e tem sido ventilada, inclusive, como candidata à vice na futura chapa do atual chefe do Executivo do DF.
Até o mês de julho – quando começam a ser realizadas as convenções partidárias –, as atuais composições serão encaradas meramente como ensaios. Como na antiga expressão de que na política existe a fila de prioridades, os protagonistas locais terão de baixar a cabeça para as executivas nacionais partidárias.

Bisol se solidariza a secretário após OS perder gestão de hospital
Personagens costumeiramente antagônicos na cena política e jurídica local, Jairo Bisol, promotor da Promotoria de Saúde do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), parece estar do mesmo lado do secretário Humberto Fonseca. Sem citar nomes, o integrante do MP publicou um texto no Facebook para criticar a judicialização da Saúde justamente um dia após o comandante da pasta ter feito um desabafo sobre o tema.
“Aproveito a oportunidade para manifestar publicamente minha mais absoluta solidariedade ao gestor do SUS: antes de cobrar do governo – e temos que fazê-lo, permanentemente, pois é nossa função –, nós, órgãos de controle e de jurisdição, devemos garantir governabilidade”, escreveu.
Segundo Bisol, as decisões recentes no âmbito da Justiça comum, do Tribunal de Contas e da Justiça do Trabalho retiram do gestor ferramentas fundamentais para manter o sistema de saúde em funcionamento. “Estamos implodindo irrefletidamente a governabilidade de um sistema carente: vamos colher dor, morte e padecimento por nossa insensibilidade”, falou o promotor.

Mudança de gestão
Na sexta-feira (13/4), o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (Icipe) decidiu entregar o comando do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) ao Governo do Distrito Federal. A decisão da entidade foi em cumprimento de sentença do juiz titular da 7ª Vara da Fazenda Pública, Paulo Afonso Cavichioli Carmona. Ela proíbe o Icipe de ter contratos com o poder público durante três anos, contados a partir do momento em que foi pronunciada. A notícia repercutiu negativamente entre integrantes do GDF. O próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tentará reverter a decisão na Justiça.
No dia seguinte, no sábado (14), Humberto Fonseca desabafou em seu perfil público sobre as dificuldades de se administrar a pasta e a quantidade de empecilhos jurídicos enfrentados pela pasta. “Se não querem ajudar, que pelo menos nos permitam cumprir nossa obrigação (…). Se houver qualquer desvio ou desonestidade, insisto que investiguem, mas não punam a população para fazer oposição ao governo”.

Nascido na Síria, ex-distrital Raad condena ataques no país
O presidente sírio Bashared Al-Assad possui um defensor no Distrito Federal: o ex-deputado distrital Raad Massouh (PSDB). Nascido no país alvo de recente ataques da coalizão formada por Estados Unidos, França e Reino Unido, Raad classificou como “grande falcatrua” o discurso do presidente norte-americano, Donald Trump, que justificou o bombardeio da última sexta-feira (13/4) como retaliação ao suposto uso de armas químicas por Al-Assad.
“Minha posição é de apoiar a Síria e ser contra a falsidade norte-americana, que usa uma desculpa de pano de fundo para se apropriar de uma série de coisas, inclusive do petróleo. O Assad está livrando o país da guerra, livrando a Síria do terrorismo”, disse à coluna.
As bombas atingiram três locais vinculados ao programa do arsenal químico do regime de Bashar al-Assad. Todos eles localizados perto de Damasco. Segundo a Casa Branca, a ação foi uma resposta ao suposto ataque químico de 7 de abril em Duma, perto da capital síria, atribuído pelas potências ocidentais ao regime de Damasco. Dezenas de pessoas morreram.

Em alta no Datafolha, Marina diz que prefere “o debate e não o embate”
Pré-candidata à Presidência da República pela Rede, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou neste domingo (15/4) ter recebido com tranquilidade o resultado da pesquisa Datafolha, que aponta tendência de parte do eleitorado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) migrar o voto para ela. Em nota divulgada à imprensa, a acreana lembrou, no entanto, que “pesquisa retrata um momento”.
“Nesse período de pré-campanha em que tenho circulado pelo país, estou atenta ao risco da extrema polarização do debate político, recolho propostas para o programa que apresentarei aos cidadãos e me posiciono, como tenho feito desde 2010, comprometida com o debate e não com o embate”, afirmou em nota enviada à coluna.
De acordo com a pesquisa, sem Lula no páreo, a ex-ministra apareceria tecnicamente empatada com o também presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Os números mostram, inclusive, que ela venceria o militar num possível segundo turno.
Leia a íntegra da nota:
Recebo com tranquilidade o resultado da pesquisa Datafolha sobre possibilidades eleitorais dos pre-candidatos à presidência de 2018. Lembro que pesquisa retrata um momento. E que nesse momento e nos próximos meses, o eleitor estará fazendo escolhas entre um expressivo número de candidatos.
Nesse período de pré-campanha em que tenho circulado pelo país, estou atenta ao risco da extrema polarização do debate político, recolho propostas para o programa que apresentarei aos cidadãos e me posiciono, como tenho feito desde 2010, comprometida com o debate e não com o embate.
Marina Silva

“Nunca fui rico”, escreve Alckmin em meio à investigação de caixa 2
Alvo da Lava Jato desde que perdeu o foro especial quando renunciou ao governo de São Paulo, o pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto Geraldo Alckmin utilizou sua conta do Twitter neste sábado (14/4) para desconstruir a imagem de corrupto reforçada após ter o nome envolvido em delações premiadas.
“Minha trajetória não começou por herança, seja política ou financeira. Nunca fui rico, tampouco enriqueci na vida pública. Da Câmara de Vereadores de Pindamonhangaba ao Palácio dos Bandeirantes, pude crescer graças ao apoio de meus eleitores”, escreveu.
Nas últimas eleições, em 2014, o então candidato ao Palácio dos Bandeirantes Geraldo Alckmin declarou ter um patrimônio de R$1,069,498.27, segundo informou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que se enviasse à Justiça Eleitoral a investigação contra o tucano para atender a um pedido da PGR. A solicitação dos procuradores era que a denúncia fosse apurara no âmbito criminal.
O inquérito para investigar Alckmin foi aberto após a delação da Odebrecht. Os delatores relataram que a construtora teria passado mais de R$ 10 milhões para a campanha de Alckmin ao governo paulista em 2010 e 2014 e que essas quantias não teriam sido declaradas na prestação de contas.

Joe Valle acatará inclusão de “Lula da Silva” nos nomes de petistas
Ao contrário do ocorrido na Câmara dos Deputados, onde o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), impediu a mudança dos nomes parlamentares, o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Joe Valle (PDT), não colocará empecilhos para que a bancada do PT inclua “Lula” nas alcunhas políticas.
“Entendo que esse pedido deve ser encarado como a mudança de nome social. O cidadão tem o direito de ser chamado como quiser. Se houve pedido de deputado, não terei nenhum problema em atendê-lo, seja o nome que for”, afirmou o parlamentar à coluna.
Dois dos três deputados petistas da Casa já fizeram a solicitação em plenário: Ricardo Vale e Chico Vigilante, que inclusive reforçou o pedido por meio de memorando encaminhado à Presidência da CLDF.
Com a mudança, os dois passam a ser conhecidos como Ricardo Lula Vale da Silva e Chico Vigilante Lula da Silva.
Terceiro petista da bancada, Wasny de Roure ainda não se pronunciou sobre o protesto.

Projeto de lei que aumenta a idade de carros da Uber volta à pauta
O Projeto de Lei que prevê o aumento da idade dos carros usados por motoristas que prestam serviço para empresas como Uber, Cabify e 99 volta a ser apreciado na próxima terça-feira (17/4).
O documento será votado na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças da Câmara Legislativa e pede para que o tempo de uso dos veículos aumente de cinco para oito anos.
De acordo com dados da Uber, dos 16 mil carros do aplicativo no DF, 6 mil têm mais de cinco anos. Assim, segundo informações da plataforma, manter a legislação como está seria prejudicial para o sistema.

Israel Batista deleta fotos com dono da Alub, preso na Lava Jato
O deputado distrital Israel Batista (PV) até tentou disfarçar a proximidade que tem com o empresário Arthur Mário Pinheiro Machado, sócio majoritário do grupo de ensino Alub, preso nesta quinta-feira (12/4) no âmbito da Operação Rizoma, um desdobramento da Lava Jato.
O parlamentar esteve com o empresário em Taguatinga no último fim de semana, quando fez postagens nas redes sociais, comemorando o sucesso de um projeto realizado na Praça do DI, região central da cidade.
Agora, Israel Batista quer descolar a sua imagem da reputação de Machado. No Instagram, o deputado deletou todos os registros em que aparecia ao lado do empresário preso pela Polícia Federal. Em um dos momentos, em especial, o parlamentar excluiu foto de encontro com Machado no programa #BoraVencer, um dos projetos defendidos pelo distrital.
Talvez por coincidência, o distrital Israel Batista não compareceu na comissão geral da Câmara Legislativa realizada nesta quinta-feira (12/4) para debater condições de trabalho dos conselheiros tutelares. Tanto ele quanto o ex-secretário da Criança Aurélio Araújo, que ocupou a pasta por indicação do parlamentar, foram duramente criticados pelo público.
Ressaca
Os dias não têm sido fáceis para Professor Israel Batista. Recentemente, o distrital foi alvo de denúncia no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) com o argumento de que recursos de emendas parlamentares teriam sido desviados.
O caso, revelado pelo Metrópoles, é investigado pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

 

JORNAL ALÔ

ONs & OFFs
Sandro Gianelli

Ranking dos políticos
O site politicos.org.br organizou um ranking comparativo entre os políticos do Congresso Nacional. A avaliação classifica senadores e deputados federais. Os critérios contam com presença nas sessões, gastos da cota parlamentar, processos judiciais e qualidade legislativa.

Avaliação do eleitor
O ranking avaliou também a formação acadêmica e a quantidade de partidos que cada político foi filiado. Saiba se seu voto está sendo valorizado. E mais: fiscalize, cobre, compare, mas antes eu quero saber se você se lembra em quem votou na eleição passada? Lembra? Se não, sinto informar que você foi reprovado na avaliação de eleitor participativo.

Última posição
Vamos deixar de conversa e ir direto ao ponto. Na última colocação (11ª colocada) ficou a deputada federal Erika Kokay. A presidente do PT do DF obteve uma pontuação negativa. Foram 280 pontos. O que mais pegou contra a parlamentar foi a qualidade legislativa. Kokay ficou com 300 pontos negativos, seguido de 60 pontos negativos no quesito processos judiciais. Deu ruim para a parlamentar, que apesar de ser a última no ranking do DF e a 563ª no ranking nacional, tem presença marcante na Câmara dos Deputados.

Processos judiciais
Já o deputado federal Roney Nemer (PP) ficou na penúltima colocação, 10º no ranking dos parlamentares do DF. O que mais pegou para o deputado foram os processos judiciais. Sua pontuação geral somou apenas 9 pontos, pelo menos foram positivos. No ranking nacional, Roney é o 438º parlamentar.

É sério isso?
Na nona posição temos o senador Cristovam Buarque (PPS). Como assim? O Cristovam da Educação. O Cristovam do Brasil. Não, vamos revisar essa avaliação agora mesmo. É isso mesmo! O professor Cristovam pecou no quesito presença nas sessões e ficou com nota negativa de 26 pontos. No geral, ficou com 142 pontos. Em nível nacional ficou na 328ª posição.

Tá na média
O oitavo colocado é o deputado Augusto Carvalho (SD), que somou 197 pontos. O único quesito negativo foi em relação a filiação partidária em sua vida pública. Isso rendeu uma pontuação negativa de 5 pontos. No ranking nacional, Augusto ficou na 274ª posição.

Infiel
O senador Hélio José (Pros) ocupa a sétima posição em nível local e a 237ª posição em nível nacional. Hélio somou 228 pontos. Pesou contra o senador o histórico de infidelidade partidária. Quesito que lhe rendeu 25 pontos negativos.

Processos judiciais
Agora chega um estreante no Congresso Nacional. É o deputado federal Rogério Rosso (PSD). Rosso chegou chegando, emplacou dois anos como líder da bancada do PSD na Câmara e foi o presidente da comissão do impeachment da presidente Dilma Rousseff. No ranking local ele é o sexto colocado, no nacional ficou na 224ª posição. Somou 238 pontos, pesando contra ele os processos judiciais que responde, foram 60 pontos negativos.

Ganhou no empate
O quinto colocado é um veterano. Alberto Fraga (DEM) está no quarto mandato na Câmara dos Deputados. Em nível nacional ficou na 223ª posição, somando 238 pontos. Empatado com Rosso. Creio que a idade ou a quantidade de mandatos tenha colocado Fraga na frente. Contra Fraga somaram 100 pontos negativos relacionados aos processos judiciais, já no quesito qualidade legislativa ficou com 330 pontos.

Passou o trator
Laerte Bessa (PR) mandou mal nas urnas. Só foi eleito graças a votação de Fraga, que foi o mais votado e puxou Bessa. E daí? Bessa não quis nem saber e passou o trator por cima de Fraga. Ganhou de Fraga, por uma posição e ficou como o quarto colocado no ranking do DF, no ranking nacional ficou na 108ª posição, no final somou 338 pontos, oito a mais do que Fraga. Mandou bem! Na briga entre PM e Civil, o delegado Bessa levou a melhor.

Comendo pelas beiradas
O deputado federal Ronaldo Fonseca (Podemos) é o terceiro no DF. Em nível de Brasil ficou na 83ª posição. Sua única avaliação negativa foi em relação a fidelidade partidária. Fonseca somou 362 pontos.

Lacrou
Agora a segunda posição é emblemática. O campeão histórico de votos para o senado. O único parlamentar do DF que continua sem partido. Claro que estou falando de José Antônio Machado Reguffe. Falem bem, ou falem mal ele é avaliado como o segundo melhor parlamentar do DF no ranking. Em nível nacional tem que trabalhar mais um pouco. Ficou na 78ª posição com 365 pontos e nenhuma avaliação negativa. A turma dos majoritários podem dormir tranquilos, sem filiação, Reguffe não poderá se candidatar ao GDF em 2018. Colher de chá para todos, mas daqui quatro anos podemos ter Reguffe para o governo. A chance é agora. Fica a dica!

Campeão isolado
Na primeira colocação temos o homem do lápis. Izalci Lucas (PSDB). Izalci é o primeiro no raking dos políticos do DF e ocupa a 27ª posição em nível nacional num universo que soma entre senadores e deputados 594 políticos. O quesito que levou Izalci para o topo foi a qualidade legislativa de seu mandato, um total de 480 pontos. Apesar da primeira posição, pesou contra ele uma pontuação negativa de 50 pontos relacionada a processos judiciais.

 

BLOG DO FRED LIMA

Buriti 2018: Abraço de ursos
Os ex-governadores do DF José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), além do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (MDB), receberam em torno de R$ 16,6 milhões com as falcatruas das obras do Mané Garrincha, aponta o Ministério Público Federal. A matéria foi publicada hoje (12) pelo Correio Braziliense.
Arruda apoia o ex-secretário de Saúde, Jofran Frejat, seu correligionário. Em recente entrevista concedida a este blog, o republicano afirmou que, caso vença a eleição, seu governo não terá balcão de negócios.
A carreira política de Frejat é ilibada, em outras palavras, ausente de escândalos de corrupção. No entanto, Filippelli quer lançar o vice-governador em sua chapa, que pode ser o ex-presidente da OAB-DF, Ibaneis Rocha, outro ficha limpa. O problema é o ex-vice. É possível imaginar um governo que tem o MDB de Tadeu na vice-governadoria sem que recorra ao fisiologismo?
Já o PT ainda não escolheu um pré-candidato. Quando sair a decisão, pesará contra o partido o escândalo nacional e local, tendo Lula e Agnelo como protagonistas. A militância permanece fiel, mas e o restante da população? Tudo indica que dificilmente a legenda conseguirá retornar ao GDF.
O desgaste que a gestão Agnelo pode causar vai além do muro petista. Pré-candidatos que participaram do governo passado, como no caso de Alírio Neto (PTB), podem também ser prejudicados, se porventura seus nomes forem associados ao do ex-governador. Se isso acontecer, o ônus da experiência adquirida na administração que quebrou Brasília será maior que o bônus.
Com a denúncia do MPF, os ursos, outrora tão almejados pelos pré-candidatos, agora podem abraçá-los e deixá-los imobilizados, fazendo com que percam o fôlego no duro percurso rumo ao Buriti.

 

BLOG DO DONNY SILVA

Frente Cristã se reúne e declara união
Nesta sexta-feira (13), pré-candidatos ao governo, à deputado distrital e federal e dirigentes dos partidos que compõem a Frente Cristã almoçaram no Rancho Preguiça, hotel fazenda de propriedade do pré-candidato ao governo pelo PMB, Goudin.
Wanderley Tavares, presidente do PRB-DF abriu o encontro explicando que o partido está fora do governo Rollemberg. O presidente do PSC-DF, Zenobio Rocha disse que a frente está unida em um projeto comum e espera que o grupo caminhe com o PSDB, PPS, PTB e PSD. “Com esse grupo certamente ganharemos a eleição porque aqui só tem gente que ama e defende nossa cidade”, afirmou.
Paulo Fernandes, presidente do Patriotas, afirmou que o partido está fechado com a frente. Mira da saúde, pré-candidato a deputado federal pelo PSC, afirmou que o partido tem nominata completa para distrital e federal, e que mesmo na frente, o PSC interessa sair sozinho nas proporcionais.
Goudin afirmou que está afinado com o grupo e o PMB firme. Marli Rodrigues, pré-candidata ao Governo pelo PSC afirmou que a frente precisa manter a união para derrotar o pior governo da história do DF. Segundo Marli, os servidores públicos e os trabalhadores estão sofrendo demais com esse governador que precisa ser derrotado nas urnas.
Na próxima segunda-feira (16) a Frente Cristã tem uma reunião com o outro bloco representado por Alírio (PTB), Izalci (PSDB), Rosso (PSD) e Cristovam (PDT) .
O pastor e advogado Daniel de Castro (PSC) disse ter toda a confiança de que esse grupo disputará a eleição unido. “Os melhores candidatos do DF estão do lado de cá”, afirmou.

 

BLOG DO CHICO SANT’ANNA

Cristovam é alvo de tiroteio no twitter
Educação sempre foi a marca do senador Cristovam Buarque. Mas ultimamente o tema vem lhe rendendo dor de cabeça e prejuízos a sua imagem pública. Diante da crise financeira por que passa a Universidade de Brasília, Cristovam, que é ex-reitor da UnB, vem sendo acusado de ser corresponsável por esta situação que pode levar ao fechamento da universidade no próximo mês. Tudo pelo fato de ele ter votado favoravelmente a PEC 95 – A PEC do Teto, que limitou os gastos públicos em Educação.
A aprovação da PEC seria a causa de perdas orçamentárias de 45% na verba de custeio, utilizada, por exemplo, para despesas com água, energia elétrica e limpeza. O orçamento curto fez a UnB reduzir em 28% o valor do contrato de limpeza, resultando na dispensa de 132 funcionários terceirizados. O déficit anual é estimado em R$ 92 milhões, para estre ano. E a culpa desta conta tem sido remetida nas redes sociais a Cristovam Buarque.
É também nas redes sociais que Cristovam abriu um tiroteio com jovens universitários de baixa renda. Ele classificou de “demagogia” a ampliação do acesso à universidade, protagonizada pelos governos Lula e Dilma, sem supostamente ter melhorado o ensino médio. “Não há demagogia mais explícita do que prometer diploma universitário para quem não concluiu um bom ensino médio. Foi isso que Lula fez em seu governo e mais uma vez no seu discurso, iludindo o povo”, tuitou Cristovam.
Discurso preconceituoso
O resultado foi um tiroteio de críticas ao senador. Do Norte ao Sul do país, 3, 6 mil comentários. Universitários e recém-formados, beneficiados pelo acesso às universidades via Enem e Prouni, viraram suas metralhadoras contra Cristovam. São pessoas de famílias humildes, filhos de pedreiros, de lavadeiras, arrimos de família, muitos beneficiados pelas cotas, que testemunharam a transformação social por que passaram após conseguir o nível universitário. Hoje, são advogados, dentistas, comunicadores, economistas, alguns já com diploma de Doutor.
As declarações de Cristovam ecoaram como um discurso preconceituoso, elitista e desconectado com aqueles que defendem a Educação como o melhor caminho para superar as desigualdades sociais. No twitter, houve quem dissesse que essas politicas sociais só viraram realidade após Cristovam ter sido demitido, por Lula, do Ministério da Educação.
Em vídeo, Cristovam tentou contornar o estrago, afirmando que o que colocou os jovens nas universidades foi o talento de cada estudante. Mas já era tarde.

 

BLOG DO CALLADO
Ricardo Callado

Eleição 2018: Rollemberg, Frejat e Izalci serão os protagonistas
O jogador conhece o jogo pela regra. A regra em uma eleição é clara: o candidato precisa ter voto, partido e história. Não necessariamente nessa ordem. Tampouco precisa dos três requisitos.
O momento é de afunilamento das candidaturas. E só três jogadores devem chegar competitivos na disputa pelo Palácio do Buriti. Essa eleição não cabe espaço para surpresas.
Os candidatos que irão protagonizar são o atual governador Rodrigo Rollemberg (PSB), o ex-deputado Jofran Frejat (PR) e o deputado federal Izalci Lucas (PSDB). A partir daí, tudo é perfumaria.
Rollemberg tem a máquina do governo; Frejat, os maiores caciques políticos; e, Izalci, a maior coligação. Será uma disputa interessante.
Rollemberg tem a maior rejeição; Frejat, o recall da eleição de 2014; e, Izalci, a menor rejeição.
Nenhum dos três tem presença garantida num segundo turno, mesmo com uma leve dianteira de Frejat.
A máquina do governo pode abater parte da alta rejeição de Rollemberg, basta saber usar.
A baixa rejeição e o palanque robusto de Izalci pode coloca-lo num segundo turno, mas vai ser preciso de mais empatia junto ao eleitorado.
O recall coloca Frejat numa boa, mas os caciques que o apoiam, alguns bem encrencados, ao mesmo tempo que atraem votos, também podem manchar a campanha.
Rollemberg, Frejat e Izalci também pretendem polarizar o discurso da honestidade na política. Mas só isso não basta, isso é obrigação. Devem apresentar um programa de governo que a sociedade anseia.
Teremos ainda uma penca de 5 ou 6 outros candidatos ao GDF. Algumas candidaturas para constar, outras francos atiradoras. Do DCE ao quartel. Da lanchonete a enrolado na Lava Jato. Todos estarão na disputa, mas sem chances.

 

BLOG RÁDIO CORREDOR
Odir Ribeiro

PRB dá adeus a Rollemberg
Mais uma movimentação agita o meio político. A notícia da vez é a saída do PRB do governo Rodrigo Rollemberg. Fato que esse blog anunciava há tempos e agora se concretizou. A saída do partido representa a perda de apoios das Igrejas Universal, Assembleia de Deus e Sara Nossa Terra. O PRB tem dois deputados distritais: Rodrigo Delmasso e Júlio César que tentará se eleger federal.
Por trás da saída do PRB está uma candidatura majoritária, a legenda pretende lançar Wanderley Tavares ao Palácio do Buriti. Uma frente cristã está montada e assim testar a força do segmento nas urnas.
“Nosso posicionamento será de independência tanto relação ao governo quanto a sucessão ao Palácio do Buriti,” afirma Júlio César.
A disputa ao governo de Brasília está mais embolada que nunca. Ainda tem gente que diz estar “disparado” nas pesquisas.

Será que a terceira-via sai do papel?
A terceira-via que irá enfrentar o governador Rodrigo Rollemberg e Jofran Frejat aos poucos vai ganhando corpo. Na manhã desta terça-feira,10, reuniram-se: PSDB, PTB, Patriotas, PMB, PPS, PSD e PRB. Uma coisa já ficou consolidada: a chapa do Senado terá Cristovam Buarque (PPS) e Rogério Rosso (PSD).
Já para a disputa do Palácio do Buriti Alírio Neto (PTB), Wanderley Tavares (PRB), Izalci Lucas (PSDB) e Goudim Carneiro (PMB) são os postulantes a cabeça de chapa. O nome escolhido sairá de uma pesquisa que já foi encomendada pelo grupo. O que tiver melhor na parada será o escolhido para encabeçar chapa.
Agora é esperar a bendita pesquisa.

 

BLOG DO HÉLIO DOYLE

O grande momento das notícias falsas, das mentiras e das notas plantadas
Desconfie, em princípio e por precaução, de tudo que for publicado a respeito dos possíveis candidatos às eleições de outubro. Neste período pré-eleitoral proliferam as notícias falsas, as mentiras, as interpretações e as análises parciais e interesseiras. Mesmo jornalistas sérios e bem-intencionados deixam-se envolver, involuntariamente, por informações mentirosas e pelos lobbies disfarçados de candidatos, e acabam publicando matérias e notas que refletem mais interesses e desejos de alguns do que a realidade e os fatos.
Quem conhece os personagens dos meios políticos e jornalísticos, sabe quem é quem e quais são os interesses em jogo, é mais capaz de identificar as notícias falsas e as interpretações tendenciosas. Mas as pessoas que não se envolvem tanto, os leitores em geral, são facilmente enganadas. Por isso, todo cuidado na leitura ainda é muito pouco, especialmente — mas não apenas — os textos publicados em blogs e sítios cujos redatores não têm nenhum compromisso com a ética jornalística.
Os jornalistas profissionais sabem que as informações que recebem têm de ser checadas e confirmadas, ainda que por fontes não identificadas. As pessoas citadas nos textos devem ser ouvidas, pois podem estar sendo vítimas de informações erradas. Estar fazendo “jornalismo de opinião” não é pretexto para disseminar mentiras e notícias falsas. A opinião é livre, mas sem divulgar, de contrabando, informações falsas.



Autor: admin
Jornalista, Cientista Político, especialista em Marketing Político, consultor político ABCOP e sócio-fundador da Tracker Consultoria e Assessoria.

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